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Adrenalina

Bah ...

Ontem foi um dia especial. Vibrei pacas.
A adrenalina de produzir um programa ao vivo é altíssima. Talvez, semelhante à prática de esportes radicais. Deixo os exageiros de lado para comentar o que rolou na minha quarta-feira.

 . . .

Terça-feira, dexei o CNU por volta das 22 horas. Estava "pilhado". Totalmente envolvido com o programa.
Cheguei em casa cansado. Mas, não consegui dormir. Não por medo, mas devido a tal da ADRENALINA.

Por volta das 4 da madruga, consegui fechar os olhos e roncar. Acoredei às 7 horas, já com sono. Minha vontade era apagar.

Entrei no banho, lavei o cabelo. Quando esperava a ação do condicionador, sentei e ... bah, cochilei por aproximadamente 40 minutos (embaixo do chuveiro. Pode?).

Acoredei, assustado,  com uma batida forte na porta, seguida de um grito de mamãe: "Vamô Jotaaaaaaaa. Olha a conta de Luz".

Saí e dei conta da minha demora. Tenso. Nem pude fazer a barba. Me vesti e corri.

Na saída do prédio, um rapaz esbarrou em mim. Pedi desculpas e segui.
Ao chegar no bloqueio do Metro: "Cadê minha carteira?"
Saco, o cara que trombou em mim me roubou!

Voltei para casa, peguei uma grana, procurei minha carteira e parti novamente.

Pedi a Deus que me ajudasse a achar a carteira. Nem pela grana e cartões, mas pelas fotos e carteira do mestrado que estvavam dentro.

Resolvi fazer o mesmo caminho da primeira vez. Caminhei com os olhos na guia para ver se encontrava meus "trecos". De repente, uma voz grave: " - Hei, tá procurando algo?".

- HumHum - neste momento já sabia que recuperaria minhas coisas - minha carteira!
- Como ela é?
- Marrom; pequena!
- Ah tá. Venha aqui!

Entrei num Brechó. Ela estava lá: Com menos 20 pilas e um cartão de crédito (Fiquem tranqüilo, já está cancelado). Claro, e toda bagunçada!

Agredeci e, finalmente, fui trabalhar.

MILAGRE 1


 . . .

A Nilce, a outra produtora que trabalha comigo - na minha sala -, tinha esquecido a chave. Tínhamos muita coisa pendente. Cheguei com uma hora de atraso (Feliz pela carteira).
Ao entrar no CNU, recebo a notícia que um dos convidados cancelou a presença.
Bah ..., fiquei calmo e comecei a trabalhar.

O problema é que éramos dois produtores para o programa: Eu e Nilce. Em poucas horas, tínhamos de arrumar outro convidado "de peso", arrumar cenário, providenciar maquiagem, assistir a equipe, levantar pauta para discussão, providenciar transporte, lanche; receber convidados, orientar equipe, atender diretores.
Fora nossas atividades normais e rotineiras.

Graças a Deus, mais uma vez: Gol! Milagre 2! O programa foi um sucesso!!!

Voltei para casa radiante. Feliz com a equipe maravilhosa do CNU. Que trabalhou bem; unida!

A Nilce Scheffer simplesmente detonou. Rápida, ousada, inteligente, pilhada, calma. Mostrou muita iniciativa e eficiência: "Levantou poeira".

Como nem tudo é perfeito, esquecemos o champagne para celebrar o bom trabalho!


REPITO, ser pauta no CNU é sinônimo de credibilidade.


Uhu !!!!


 . . .


E nestes tempos pré-páscoa, não posso deixar de lembrar do longa de Mel Gibson "A Paixão de Cristo". O muito que aquele cara sofreu, não apenas as chibatadas ou cusparadas, mas com o desprezo. E mesmo assim, se manteve fiel à humanidade: Pregou o amor incondicional (vocês sabem o que significa isso? Bah, tento descobrir).
E esse mesmo Cristo me ajudou na quarta-feira: Primeiro com a carteira, depois com o programa.




 Escrito por Theófilo às 17h42 [] [envie esta mensagem]



TESÃO

Galera, hoje não vou publicar o próximo capítulo de "Patrícias", nem fotos sobre minha viagem pela América Andina.

Estou com vontade de fazer xixi e com muito sono.

Hoje fizemos um programa maravilhoso aqui na sede do CNU: AO VIVO ! É um tesão participar de uma equipe competente e qualificada!

Uhu!!!!!!!!!



 Escrito por Theófilo às 19h47 [] [envie esta mensagem]



Bolívia

Caros leitores e estimadas leitoras, a partir de hoje começo a divulgar algumas fotos da minha viagem pela Bolívia e Peru. Espero que gostem!

Claro, vou publicar poucas das 400 fotos que batemos. Não será possível com palavras ou imagens traduzir a bênção que foi nossa aventura.

Beijos, Théo.


Eu e meu irmão com duas colombianas amáveis - Trem da Morte



Ticket para o Trem da Morte



Ambulantes mirins - numa parada na selva boliviana
Vendem de tudo. Impressiona.
Trem da Morte





A Bolívia é muito pobre. A corrupão faz parte do cotidiano do país.
A fronteira é horrível. Tivemos de pagar propina para conseguir o visto.
O motorista de Taxi, antes de nos levar ao destino, aproveitou a corrida, pegou os filhos em casa
e levo-os ao colégio. Pode?! Foi divertido.

O Trem da Morte não poderia ter outro nome.
Ficamos na classe PULLMAN (estilo primeira classe - teoria. Digamos que a menos pior).
Nos outros vagões, alguns viajaram de pé. O nosso era formado por gringos e executivos do país.
A composição descarrilhou 3 vezes. Um rapaz foi preso por roubo. E o Trem pára no meio do nada para descarregar contrabando.

Nas paradas, muitas crianças entram e vendem de tudo. Não tivemos coragem de comprar nada além de pães.

O povo adora brasileiro e só fala de futebol: "Ronaldo!".

Foram 20 horas de vagem de Puerto Quijano até Santa Cruz. Fizemos amizade com um francês, um alemão e um americano. Além de duas simpáticas senhoras de Medelin - Colômbia, que queriam apresentar-nos suas respectivas filhas.

Este grandão na foto comigo é meu irmão Júnior. O cara mais bonito que conheço (Mais Bonito = Bonito, inteligente, gentil, amoroso, engraçado, esperto, sorridente, simpático e humilde).





 Escrito por Theófilo às 19h46 [] [envie esta mensagem]



Capítulo XII - Bohemias

Segunda-feira, 11.


Lucas acordou cedo e saboreou o delicioso café colonial do hotel.
Resolveu dar uma volta pela cidade. Conheceu centro de conveções da UFRGS, o Palácio dos Festivais e o centro de Gramado. Saiu de blusa, mas logo estava apenas de camiseta, devido ao estranho calor na cidade.

Passou na sala de imprensa e leu seus e-mail. Percebeu que alguns amigos participariam do Festival, inclusive o Jota de São Paulo.

Ficou animado com o Bar de Bohemia. Soube pelo promoters, que seria servida cerveja de graça.

A tarde, junto com uma turma, resolveu conhecer alguns pontos turísticos. Foi ao Lago Negro e Mirantes. Passeou na vila do Papai Noel e conheceu a fábrica de Pianos. Maravilhoso!

Antes de voltar para o hotel, tomou Bohemias no Bar promocional. Foi muito bem atendido pelos promotores e pela competente Assessora de Imprensa.

Voltou ao Hotel, tomou banho e foi conferir os filmes, na primeira noite do Festival.

 . . .


Lucas ficou facinado com a cidade de Gramado. Tudo perfeito; parecia de bonecas. Pessoas bonitas e inteligentes que "respiram" cinema. Tremendo!

O garoto ficou encantado até com a hortências secas, que provavelmente na primavera iriam colorir a cidade...

Depois da exibição, Lucas participou da festa oficial no Hotel Serrano. Dançou e se divertiu muito.



 Escrito por Theófilo às 19h27 [] [envie esta mensagem]



Capítulo XIII - Gramado


Quando o Air Bus A 320 da TAM levantou vôo, Lucas suspirou e, com orgulho, admirou sua cidade.
Sobrevoar o Rio de Janeiro era sempre incrível. Principalmente se o aeroporto for o Santos Dumont.

Lucas desde de adolescência se aventurou pelo Brasil e Exterior. Conhecia boa parte do mundo e presenciou lugares maravilhosos, como as Ilhas Gregas (Santorine, Mikonos, Ios, Naxos, Creta). Porém, aos olhos do jovem estudante, nada comparável à sua terra natal: A " ... Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil"; "O Rio de sambas e batucadas, dos malandros e mulatas dos requebros febris".

- Bom dia, Senhor. Deseja algo? - Interrompeu a Comissária de Bordo

Durante o café, sobre as nuvens, Lucas comia com caretas o croassant servido pela empresa aérea. Ao mexer em sua carteira, o garoto encontrou um papel dobrado:

"Querido amigo Lu, oi!
Espero que sua viagem seja maravilhosa e inesquecível. Aproveite cada minuto e cuide-se.
Com carinho, da sua amiga, Ju"


Ele ficou feliz e rubro. Sentiu até um sensação de calor, que surgiu de maneira simultânea ao sorriso tímido no rosto.

Sua amizade com Juliana tomara proporções agradáveis e fraternas. Apesar de ser uma garota linda, que margeia a genialidade, de ser uma companhia agradável, as intenções Lucas - talvez de ambos - estava longe de um romance. Juliana era uma grande amiga. Sincera, amável.

Lucas tinha o passaporte todo carimbado e vistado. E mesmo assim, não conhecia o Rio Grande do Sul, terra de histórias e tradições interessantes, de pessoas bonitas, inteligentes, esclarecidas e engajadas em assuntos políticos e sociais. 

O Salgado Filho - aeroporto de Porto Alegre -  parecia um Shopping. "Estou em Aeroporto Alegre" - Pensou Lucas.

Ao desembarcar, foi abordado por Daniel, um dos produtores do Festival, que o conduziu à Van do evento, junto com mais cinco ilustres participantes: Marieta Severo, Lima Duarte, Jorge Furtado, Débora Falabela e André Mauro.

Uma hora e meia até Gramado, com direito à serviço de bordo e trechos do filme "Uma onda no Ar".

Lucas ficou no mesmo hotel de Jorge Furtado: Recanto das Flores.

O jantar foi num restaurante típico. Lucas já estava acostumado a conviver com artistas e cineastas. Em pouco mais de cinco meses de festivais conheceu muita gente e situações interessantes. Nada comparado ao que estava para acontecer na bela cidade das Serras Gaúchas.



PS- Veri, valeu meu!
Isso pq fui da Aeronáutica e trabalhei DOIS longos anos numa grande empresa aérea. hehehe. Sou um anta!
O autor



 Escrito por Theófilo às 14h22 [] [envie esta mensagem]



Capítulo XII



"Nossa, que legal" - Pensou Juliana, depois de ouvir e ver a turma que cantava Chico na Rio Filme.

Sem inibições, a garota sentou-se junto aos demais. Cantou músicas de Chico, Caetano, Oswaldo Montenegro; e até ensaiou batucadas em seu Palm.

Ao final da cantoria procurou permanecer próximo ao Lucas. Ela gostou do jeitão do garoto: Carismático, sorridente e divertido. E claro, tocar violão foi um atrativo relevante.

- Oi. Desculpe-me, mas não sei seu nome?
- Juliana Wienstok.
- Ah tá.
- E o seu?
- Lucas.
- Legal te conhecer. Você toca bem violão. Gostei da seleção
- ela sorriu.

Lucas acredita que o sorriso é a principal jóia da mulher. Ele era capaz de ficar dias com a fotografia de um sorriso feminino registrado na memória. Quando conhecia alguém com um sorriso bonito não deixava passar em branco ...

Ele achou o sorriso de Juliana lindo. Ficou encantado com a forma que a garota falava, sempre carregado com muita paixão.

Começou a observa-la e percebeu que a garota era interessada em assuntos políticos-sociais. O discurso de ambos era parecido.

 . . .

- Lucas - gritou Juliana.
- E aí, tudo bem?
- O que você está fazendo aqui?
- Ué, faço remo. Às terças e quintas.
- Ai que legal. Eu também. Bom, na verdade faço todos os dias. MAs , nunca te vi aqui. Bom, também sempre venho mais cedo.
- Nossa, mais cedo?
- Pois é, cara! Mas já estou acostumada. O que você vai fazer agora?
- Vou para a Rio-filme.
- Eu também. Vou te seguindo.
- Olha só, não estou de carro.
- Ótimo, vamos comigo.

Lucas entrou no carro. Ficou um pouco incomodado com a fumaça do cigarro. Achou interessante uma garota que prega saúde, vegetariana, praticante de esporte e fumante.

Antes de chegarem à Rio-Filme, pararam no Apoador para tomar água-de-coco. Conversaram muito e criticaram o ministério de Paulo Renato (Educação governo FHC) e falaram sobre algumas produções internacionais.

Ao entraram na Rio-Filme, trocaram e-mails e números de telefone.

Ao sentar à mesa, Lucas escreveu um bilhete, pegou um bombom Linditt em sua gaveta e colocou numa caixinha para ser entregue, pelo malote, à Juliana.

Menos de uma hora depois, Juliana apareceu com a cabeça sobre a baia e agradeceu a gentileza de Lucas.

Nascia uma grande amizade. Os dois se falavam todos os dias ao telefone. Trocava e-mails. Elaboraram projetos juntos e participaram de alguns festivais pelo país. Não se desgrudavam.
Questionados pelos colegas sobre um possível romance, negavam!

Jantavam de duas a três vezes por semana. Juliana se encantava com o cavalheirismo e educação do rapaz, que abria a porta do carro, dava sempre a preferência, ouvia as histórias com paciência, não falava palavrões.

Ele ficava admirado com fome de justiça presente nos olhos e ações de Juliana. Achava o máximo a despreocupação dela por grifes de roupa, apesar do carrão e perfume importado. A inteligência dela também impressionava.

Os dois se divertiam muito. Dormiam um na casa do outro e caminhavam pelo calçadão da praia ao sábado.

Profissionalmente a união foi um sucesso. Eram muito queridos pelos organizadores de festivais, produtores, atores e diretores do cinema nacional e latino.

O primeiro semestre de 2002 passou muito rápido. Juliana foi contratada pela Rio-filme. Deixou a assessoria de imprensa para integrar a equipe de produção. Deste modo, os dois ficaram um pouco distantes durante o dia, mas mantinham o contato diário.

 . . .

Lucas foi escolhido para participar do Festival de Gramado. Um sonho antigo, que finalmente seria realizado. Paralelamente, Juliana estaria em São Paulo, para organizar a Mostra Internacional da Cidade.

 . . .

Lucas embarcou para Porto Alegre no dia 9 de agosto de 2002.



 Escrito por Theófilo às 13h36 [] [envie esta mensagem]



CNU

Trabalhar no Canal Universitário de São Paulo é uma bênção. A galera é gente fina, descolada e inteligente. Diferente da superficialidade que impregna a grande imprensa.

Aqui passei e vivi por quase todas as funções do telejornalismo: Da exibição à direção; fiz maquiagem, reportagens, produção, assessoria de comunicação, câmera, auxiliar, edição de texto e imagens; dirigi viatura, manobrei carro, lavei banheiro; formulei atas de reunião; participei de enventos, discursei, dei entrevista; trabalhei de madrugada, sofri acidentes, briguei, fiz burradas: Aprendi.

Algumas assessorias tratam o CNU com preconceitos, afinal, somos um Canal sem fins lucrativos. Preocupados com a elevação intelectual de nossos telespectadores e, através da difusão do conhecimento gerado na universidade, lutar por uma sociedade mais digna e ética.

Aliás, algumas personalidades acreditam que ser entrevistado pelo CNU é uma honra, pois, mais do que qualquer outro veículo, legitima a qualidade e relevância.

Caro leitor e bela leitora, mediante a tudo isso, com muito carinho, peço que enviem seus CVs para cnu@cnu.org.br (assunto - Estágio). Isso mesmo, abrimos uma vaga para estagiário de produção.
Perfil: Cursar o terceiro ano ou 5º/6º semestres de comunicação (Jornalismo, RTV, Audiovisual, Multimeios, Cinema, Publicidade); se interessar por produção, reportagem e edição de imagens.

CNU - canais 7 NET e 71 TVA - Sampa. www.cnu.org.br .


PS- Meu objetivo é ministrar numa faculdade de jornalismo e revolucionar a profissão: JORNALISMO NÃO É MARKETING !!!



 Escrito por Theófilo às 10h59 [] [envie esta mensagem]



Capítulo XI

 Lucas não estava com a mínima preocupação em conhecer alguém bacana para namorar ou ficar. Muito menos ansioso para perder a virgindade, apesar de seus 25 anos.
Não se incomodava mais com as brincadeiras dos colegas e desconfiava das investidas das mulherada.
Estava preocupado com sua profissão e carreira; respirava cinema dioturnamente. Alguns acreditavam que ele era homossexual, não apenas por resistir às cantadas de belas mulheres - inclusive famosas -, mas por freqüentar festas com seus muitos amigos gays e lésbicas.
Começou a praticar Remo na Lagoa. Fortificou sua amizade com a galera da Faculdade, especialmente o Manuel e Cristiano.
E, por todos os lugares, carregava suas câmeras de foto e vídeo (MiniDV), e claro, seu violão.




O primeiro Festival de Cinema de Varginha foi interessante. Poucos trabalhos inscritos. Alguns interessantes.
Lucas foi o representante da Rio-Filmes no evento. Conheceu muita gente interessante. Dentre os quais o roterista Pepê (Paulo Halm). Foi uma semana de aprendizado e contatos.

 . . .

Juliana é uma especial. Crítica, estilo hippie. Estudante de jornalismo da PUC-RJ. Filha caçula (mais duas irmãs Gisella e Cristiane) de um casal de missionários e professores de alemão no Instituto Goeth. Vivia numa casa confortável no Jardim Botânico e conseguiu estágio na na assessoria de imprensa da Rio-filmes.

Era crítica. Se dizia comunista. Usava roupas compradas em brechó, mas não abria mão do Sansara e desfilava pelas avenidas cariocas com seu Land Rover. Mesmo assim, criticava demais o sistema. Fazia campanha anti-Serra para presidente e era filiada ao PC do B. Acreditava que os responsáveis pelo atentado às Torres Gêmeas em Nova York eram os próprios americanos.

Tocava piano e adorava Chico Buarque e Gilberto Gil. Era voluntária de um trabalho assistencial no Morro do Borel e praticava esportes diariamente. Inclusive remo.

Seus cabelos eram longos, loiros e cacheados. Olhos verdes. 1,76 m.

Seu gênio era forte.

 . . .

No meio de março, antes da pré-estréia do Filme Cidade de Deus, do neófito diretor Fernando Meirelles, Juliana discutia com um colega ao celular, enquanto tomava um café e fumava um cigarro numa das áreas apropriadas da Rio-Filme.

De repente ela ouviu um violão bem tocado e uma voz que cantava "Apesar de Você" do Chico.


"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal"



 Escrito por Theófilo às 13h57 [] [envie esta mensagem]



Capítulo X

(procure os demais capítulos nos posts anteriores ou no link "Novela do Divã" ao lado)

Lucas fingia prazer. Ele não estava a fim de estar lá. Ficou com medo de ser indelicado com Anna Patrícia, e deixava o clima esquentar.
Patrícia pegou a mão do rapaz e colocou em seus peitos. Lucas gostou, mas se sentiu um canalha; tirou a mão. Em seguida ela começou a massagear por cima da calça o pênis do rapaz, que ficou muito envergonhado por estar apenas parcialmente excitado.
Apesar de gostar quando a garota beijava suas orelhas, Lucas queria sumir. Sentia que sua vizinha gostava do ex-noivo Gabriel; e que aqueles momentos na escada seria uma forma de carência ou pior, uma masturbação que usava o corpo de uma outra pessoa.

Anna Patrícia já estava sem calcinha. Não abriu o sutiã pois considerava seus peitos pequenos. Mas, insistia para ele não tirar as mãos deles.

O zíper da calça dele foi aberto. Com cuidado, ela começou a beijar o corpo do rapaz. Do pescoço desceu até o tórax e barriga. Abriu o botão da calça. Com jeito segurou o "membro" de Lucas e se aproximou.

- O que você vai fazer - Falou Lucas, ao mesmo tempo que puxava a garota.
- Ai Lu, perdão. Por favor, desculpe-me. Que vergonha. - Desabafou Patrícia e começou a chorar.

Lucas ficou sem ação.

Ela se arrumou e disse que amava muito Gabriel. Sentia falta dele. Que até tinha atração por Lucas, mas, o que ela desejava, era reatar com o noivo.

48 dias depois, Gabriel e Anna Patrícia re-colocaram os aneis na mão direita. Ela não contou nada e, além de "oi", não conversou mais com Lucas; nem mesmo no elevador.
Anna Patrícia casou em maio de 2003. O casal comprou um apartamento no Leblon.

Lucas apesar de aliviado, ficou chateado por ter sido usado mais uma vez. Porém, não ficou abatido. Saiu, sme compromisso, com algumas garotas. Jantou, dançou e se divertiu. Solidificou suas amizades e ficou mais atento às mulheres.
Sua virada de ano (2001/2002) foi muito agradável. Passou em Recife-PE, já que acompanhava o estudo para locação do filme "Amarelo Manga".

2002 seria um ano de muito trabalho. Provavelmente ele participaria de festivais de cinema e vídeo no Brasil inteiro e, talvez, Cannes - França.

 




 Escrito por Theófilo às 13h50 [] [envie esta mensagem]



INCRÍVEL

Não posso deixar de escrever sobre o AC MILAN. O melhor time de todos os tempos do futebol - esporte mais contagiante do planeta.
Meu coração bate pelo AC MILAN desde a época de Van Basten, um dos melhores atacantes que vi jogar.

Se não bastasse, o AC MILAN comprou a preço de banana o Kaká, um dos três fenômenos brasileiros que encantam o mundo.

Ontem, vibrei com a vitória do meu time. 4x1 contra o La Coruña pela Liga dos Campeões da Europa. quatro golaços milaneses: 2 de Kaká, 1 do Sevcenko e outro de Pirlo. Lindo !
Isso pq a equipe da Galícia marcou primeiro, logo no início da partida, decorrente de uma falha do goleiro Dida*.

Vejam o que o site do AC Milan (link ao lado) publicou sobre Kaká (depois, leia meu comentário sobre goleiros brasileiros):

KAKA, 'O CRAQUE'

Ricardo Izecson Dos Santos Leite is a contagious disease. 'O Craque' is his nickname in Brazil which means 'the Phenomenon'. In Italy he is better known as Kaka, but who admires him play waste their energy making comparisons involving the best ever. The lords of football can take their seats because the child from Brasilia is simply unique. Disarming in his style of play, essential, linear even among the worst tackles. He almost gives rise to suspicion that he is the perfect outcome of some biochemical experiment. Ricardo has everything of everyone. He has the crystalline class typical of the South Americans, a teutonic coldness, an Anglo-Saxon strength, a Kenyan stamina, the speed of a cheetah. But who is Kaka? There is no answer because the phenomenon involved seems intentioned to impress again at least for a decade. An extraordinary icon of the most appreciated football, Ricky is a real cataract for the eyes of the football lovers who are so absorbed in rubbing their eyes at each of his creations. Since he landed in Italy, he has also taken on the name 'Ciro', like a cunning and shrewd street urchin. You'll be much tackled in Serie A he was told before his move. To avoid this he has learnt to shoot from distance, regularly and effectively. Extraordinary Ricardo, the dream man, he has everything from everyone, even the face of a Golden Ball winner. How is it possible, he has just arrived in Italy? Yes, what's the problem? Let's just enjoy this wonderful and unique talent for what he is ...

*Dida, Rogério Ceni, Diego, Marcos e Doni, arqueiros incríveis. Jogariam em qualquer equipe mundial. Todos, exceto DONI, comentem a mesma falha: Não sabem sair do gol em jogadas aéreas.

Dida: Joga na melhor equipe do Mundo. Já disputou duas Copas (Venceu uma) e uma Olimpíada. É frio; reponhe bem a bola com as mãos; conhecido como bom "pegador" de penalidades. Aliás, defendeu duas cobranças na final da Champion League do ano passado. Mas, se perde em bolas altas ... .

Rogério Ceni: Inteligente; ninguém no mundo repõe melhor a bola em jogo; excelência com os pés - marca gols de falta. Campeão do Mundo pelo Brasil e São Paulo FC como reserva; Mas, se perde em bolas altas ... .

Marcos: Reflexo apurado; Humilde; Rápido e seguro! Goleiro Titular na conquista do Pentacampeonato. Decisivo na conquista da libertadores pelo Palmeiras. Mas, se perde em bolas altas ... .

Doni: Injustiçado pelas torcidas do Corinthians e Santos; Injustiçado pelos xaropes da imprensa esportiva paulista. Um goleiro que domina todos os fundamentos. Peca pela impulsividade e lentidão. Joga bem com os pés. Não teme bolas altas. Futuro brilhante! Vence o Dida nas cobranças de pênaltis.

Fábio Costa: ENGANATION total! NA final contra o Corinthians, defendeu bolas chutadas e cabeaçadas em cima dele. Depois, seus saltos, enganavam o público (e jornalistas, arhg) pela bela plástica.
Se posiciona bem.



 Escrito por Theófilo às 11h28 [] [envie esta mensagem]



Capítulo XIX

(procure os demais capítulos nos posts anteriores ou no link "Novela do Divã" ao lado)


- Não ! - respondeu Lucas.

Lucas ficou um pouco chocado com a pergunta de Patrícia.
Ele até tinha gostado do beijo, mas entendeu que era uma intimidade de amigo. No fundo, ele estava preocupado com o coração da garota, que estava sem ver o namorado Oswaldo a meses.

- Por que não, Lucas?
- Ué, Paty, somos amigos, oras! E mais, você tem namorado.

Patrícia abaixou a cabeça e começou a chorar. Lucas ficou com vontade de abraça-la, mas temeu as conseqüências e apenas esperou sua amiga começar a falar.

- Sabe Lucas, acho que estou confusa. Minha cabeça dá mil voltas. Não sei o que pensar. Você consegue me entender?
- Paty, Paty, por favor, tenha calma. Cara, sou seu amigo. Você ama o Oswaldo.
- Não sei, Lucas. O que sinto por você é muito forte.

Lucas ficou preocupado. Mais do que nunca sabia que sentia um enorme carinho, de amigo, por Patrícia. Não queria mais nada. Nem sequer um beijo. Seu desejo era apenas ajudar sua companheira de turma.

- Não Paty, você está carente. Decidir qualquer coisa agora pode ser precipitada. Calma ... !
- É Lucas, você não imagina o que passa pela minha cabeça.
- Não imagino mesmo!

Os dois nem almoçaram. Se despediram com um longo abraço.

Lucas ficou preocupado com sua amiga. Ela não foi à faculdade nos dias seguintes. Perdeu provas. Não atendia telefones e nem a porta de casa.

Patrícia era muito inteligente. Louvada pelos professores, inclusive pelo coordenador de cinema da UFF. Provavelmente seria uma das mais brilhantes cineastas do Brasil. Sem contar que o texto dela era perfeito, digno de uma professora de português, o que a qualificava como roterista também.

A ausência foi sentida pelos mestres e colegas da faculdade.

Lucas realmente gostava de Patrícia como amiga. Estava sempre pronto para ajuda-la.

 . . .

No início das férias de julho, Patrícia ligou para Lucas, que questionou seu desaparecimento. Ela falou que tinha viajado para a casa da avó, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Disse que foi encontrar Oswaldo, que tinha voltado do Paraguai.

Patrícia perguntou sobre sua situação acadêmica.

- Cara, olha só, você tomou pau!
- Já imaginava. Vou largar o curso?
- O que? Como assim? Não viaja.
- Sério, Lu, vou largar.
- Por que?
- Vou casar.
- Porra, Paty, e daí?
- Não vou conseguir levar as duas coisas. A faculdade só me atrapalhou. Quero me casar, ter filhos e me dedicar ao meu marido.
- Mas, você é muito nova. Tem muita vida pela frente. Cara, não viaja. Falta um pouco mais da metade para você se formar.
- Eu sei. Quero ser cineasta.
- Pá, preste atenção
- continuou Lucas com fala rápida que demonstrava sua indignação - NÃO FAÇA CACA!
- Não dá, Lu. Vou parar. E mais, queria pedir um favor? Evite ligar para minha casa. O Oswaldo não pode ouvir seu nome. E preciso desligar agora.
- mas ...
- ela desligou!

Lucas ficou triste. Chorou um pouco. Sentia pela amiga.

 . . .

Na primeira semana de agosto, Lucas encontrou Patrícia e o namorado na sala do professor Almeida, de Estética e Cultura. Ela o cumprimentou friamente. Oswaldo nem olhou para o rapaz, que ficou sem graça e saiu da sala.

Manuel e Marcelo ficaram inconformados com a atitude de Patrícia. Não acreditavam que Patrícia estava abandonando o cinema por um motivo fútil.

- Casar não é motivo fútil - Lucas interrompeu a fofoca - , só que ela poderia terminar o curso.
- Que seja - completou Manuel.

Depois disso, Lucas e Patrícia pouco se falaram. Nas poucas oportunidades, ela sempre se mostrava arrependida por ter abandonado o curso de Cinema, além de lembrar o maldito beijo, que, provavelmente, desestruturou a vida da garota.

Patrícia casou com Oswaldo. Freqüenta uma igreja evangélica no bairro de Irajá. Começou a cursar letras na Universidade Gama Filho (Particular). E, no final de 2003, teve uma filha, a Lígia.

Às vezes, manda um e-mail carinhoso para Lucas. Diz que queria encontra-lo, mas que não era possível. E que, apesar de tudo, está muito feliz com sua princesa.

Lucas terminou bem o ano de 2001. Conseguiu estágio na Rio-Filme. Começou a freqüentar os festivais de cinema e vídeo pelo país, inclusive com algumas produções próprias.

Neste tempo, Lucas ampliou sua amizade na turma. Começou a dividir a mesa do bar com Christiano, Rogério, Eduardo, Fábio, além do "fiel escudeiro" Manuel. Todos tomavam muita cerveja e conversavam sobre a evolução do cinema nacional.

Lucas conheceu algumas garotas. Com certas trocou beijos. Com outras tentou amizade. Aos poucos percebeu que as mulheres estavam mais atiradas e "dadas". Porém, ele evitava "ficar". E quando era inevitável, não deixava o clima esquentar. Preferia apenas beijos e, com isso, permanecia sem conhecer mulher ainda.

 . . .

Numa festa em Copacabana, com os participantes do Festival de Cinema da URFJ, ele encontrou Anna Patrícia. Ambos estavam muito bêbados. Trocaram beijos fortes.
- Dei um tempo com meu noivo. Não estamos mais juntos. Por isso, belo Lucas, não saio daqui sem beijar sua boca! - Sem censura, Anna Patrícia comunicou ao seu vizinho Lucas.

Decidiram voltar de Taxi, pois concluíram que não seriam bons motoristas naquele estado.

Chegaram ao prédio por volta das 2h da madrugada. Resolveram não entrar nos apartamentos. Ficaram na escada. O calor absurdo da primavera de 2001 incentivou o casal a ficar com pouca roupa.

O clima esquentava. Ele estava sem camisa. Ela, por opção própria, apenas com calcinha e sutiã.




 Escrito por Theófilo às 16h48 [] [envie esta mensagem]



Capítulo VIII

Lucas já estava com pé atrás em relação às Patrícias. Fora suas desilusões com "outras" Patrícias na puberdade e adolescência, ele lembrava dos últimos episódios: Patrícia, sua ex-chefe; Anna Patrícia, sua vizinha. E agora, Patrícia, sua colega de sala do curso de cinema da UFF.

Por que Patrícia?

 . . .


Lucas tinha medo. Sabia que a garota tinha namorado: Oswaldo. Seu sentimento por Patrícia era de amizade. Talvez, um simples beijo não teria nada demais. Afinal, a própria garota estava segura e decidida. Porém, será que um contato mais íntimo poderia mudar o sentimento de ambos? Ou de um, pelo menos? Como ficaria a amizade depois.

Não havia ninguém no mini-auditório do Campus. O olhar de Paty estava fixo em Lucas.

Ele resolveu expor seus questionamentos.

Ela, de maneira racional, quase fria, respondeu: - Não viaja, Lu!

Lucas deu um beijo no rosto dela, sorriu e foi embora.

- Não acredito! - gritou ela.

 . . .

Ao chegar no prédio, Lucas encontrou Anna Patrícia.

- Oi Paty. Falou o rapaz, admirado por saber que a garota, agora com 19 anos, já dirigia e estava, conforme denunciou o anel, noiva.
- Oi Lindo! Quanto tempo, heim?!
- Nem tanto, apenas alguns meses. Correria.
- Eu também.
- E aí?

Começaram a conversar. Debois de uma hora e meia, resolveram sentar nos degraus da escada, no último andar do edifício. Ela falou sobre a faculdade, que já estava no terceiro anos. Contou sobre o noivado com um tal de Gabriel.

Lucas percebeu que sua vizinha estava adulta. Achou que ela estava muito bonita também.
Ele aproveitou e contou sobre a chará da faculdade. Anna Patrícia demonstrou um pouco de ciúmes e o aconselhou a não beijar sua colega.

Depois de quase três horas de conversa, foram para os apartamentos, obviamente, cada um no seu.

 . . .

Lucas conseguiu dormir. Porém, durante o dia pensou o tempo todo no tal possível beijo. Preferiu não ativar o menssenger, com receio de encontrar Patrícia. Mas, mandou um e-mail de gratidão para Anna Patrícia, que respondeu prontamente.

Já na faculdade, Lucas não encontrou Patrícia, que não fazia a matéria da primeira aula. Na segunda, ele sentou na frente da sala, ao lado da janela.
Ela sentou ao lado.
Não demorou muito para Patrícia, através de um bilhete, cobrar o beijo.
Ele respondeu:

- Só se for agora, atrás da cortina. - E com energia, sem se importar com os professores e coelgas, puxou o pano azul que cobria a janela.
- Pára, Lu. Aqui não.
- Estou falando sério
- claro, ele estava brincando.
- Se liga, vai !!!
- Que passa com os pombinhos -
perguntou Manuel.
Os dois riram.

No final da aula, Lucas e Patrícia caminharam pelo jardim e entraram na Biblioteca. Sentaram no sofá. Ele deu um beijo no rosto dela, que sorriu e apoiou a cabeça no ombro dele.
Naquele momento, Lucas estava com muita vontade de beijar sua colega. Fez cafuné; carinho no rosto, na orelha e nos lábios da garota.
Patrícia levantou a cabeça. Os dois se beijaram. Foi rápido!

Lucas gostou demais do beijo. Mas, mais rápido do que gostaria, Patrícia parou e disse: - Preciso ir!
- Peraí! Mais um pouquinho!
- Não Lu. Lembre-se, eu namoro. Não posso viciar. Foi um beijo de amigo.


Lucas sorriu.

Ao entrar na garagem do prédio, encontrou Anna Patrícia, que estava à sua espera. Ele relatou o fato! Ela se mostrou indignada. Começou a chorar e disse que tinha brigado com o noivo.
Ele a abraçou!
Enquanto sua vizinha narrava a história, o celular de Lucas não parava de vibrar. Pelo visor, ele viu que era o número de Patrícia (faculdade). Mas, não queria interromper Patrícia (prédio).

Entrou no apartamento às 1h30. Sua mae estava preocupada. Ele disse que estava tudo bem.
Ligou para Patrícia, que também preocupada, ficou com ciúmes por sua conversa prolongada com Anna Patrícia.

Lucas foi dormir sem entender nada. Sentiu ter beijado Patrícia. Ficou cheio de culpa por beija-la. Porém, ao mesmo tempo, teve vontade de beijar Anna Patrícia. O que aumentou sua culpa, pois a menina era noiva.
Ligou para Jota, em São Paulo. Que o aconselhou a fugir das duas. Lucas falou que era difícil, pois gostou do beijo da Patrícia e sentia que seu caso com Anna Patrícia não tinha terminado bem no passado, talvez por isso ele queria beija-la.

Lucas dormiu. De manhã, ligou para Patrícia e resolveu almoçar com ela num restaurante no Leme.

Ao sentarem à mesa, ela confessou de cara: - Quero te beijar de novo !




 Escrito por Theófilo às 15h55 [] [envie esta mensagem]



A GUERRA CONTRA O TERROR

Este Divã está de luto e indignado.

Meus olhos marejados com o assassinato do fundador do Hamas, Ahmad Yassin, pelos judeus.

O exército israelense, sob o comando do primeiro-ministro Ariel Sharon, bombardeou a mesquita onde orava Yassin. Com o líder palestino morreram mais sete pessoas e outras quinze ficaram feridas.

Qual a diferença dos atentados em NY, Madri, Bagdá e Palestina? Nenhuma! Todos eram seres humanos. O valor de um barbudo com vestes árabes é a mesma de um ocidental, loiro, de olhos azuis.

Bah ...



 Escrito por Theófilo às 13h32 [] [envie esta mensagem]



O MAIOR SOFRIMENTO DE CRISTO

Fui ver o filme "A Paixão de Cristo", dirigido pelo neófito diretor Mel Gibson. Longa americano que causou revolta em alguns líderes religiosos judeus e católicos.

Não achei anti-semita. Aliás, o roteiro expõe muito mais os covardes romanos.

Destaques: 1- Idiomas (Fantástico. Usaram Aramáico e Latim, línguas originais e praticamentes "mortas" com o tempo. Um belo resgate! ; 2- Provavelmente foi o filme sobre Jesus que mais chegou próximo do real nos momentos de açoites e dificuldades. Os antecedentes pareciam usar luvas de pelica para surrar o Cristo.


Logo no início da trama, Jesus Cristo chora desesperadamente com a previsão do que iria acontecer.
Ele sabia que seria entregue e traído pelos seus seguidores. Que suas mensagens de amor, comunismo e humildade não seriam aceitas pelos homens orgulhosos, arrogantes, que não abandonariam sua mediocridade de soberba e ostentação.

Mas, ainda não era o maior sofrimento de Cristo.

Depois, Jesus - que pregou o perdão, libertação e fim dos julgamentos -  foi acusado injustamente. Foi difamado, injuriado, caluniado.
Foi cuspido, apedrejado, bofeteado.
Se não bastasse, o açoitaram com força. Não a dor como a de chicotadas. Jesus sofreu muito. Foi tratado como um animal sujo, um ladrão.

Mas, ainda não era o maior sofrimento de Cristo.

JC carregou a cruz pelas ruas de Jerusalém. O povo zombava e insultava o sofredor.
Suas mãos e pés - literalmente - foram pregados no madeiro. Ficou exposto como criminoso para toda cidade.
E mesmo assim, ele não reagiu.

Mas, ainda não era o maior sofrimento de Cristo.

Aproximadamente às 15h, da sexta-feira, Jesus grita em alta voz: "Eloí, Eloí Lamá Sabactâni?" (Deus meu, por que me desamparaste?). Este sim foi o maior sofrimento de Jesus Cristo: O momento que ele se sente separado de Deus. Ele sentiu a sensação do pecado, da transgressão, da vida sem Deus. E só quem sentiu a presença do Eterno, sabe o que é a ausência Dele.

Meu conceito está acima de religiões e ciência. Escrevo sobre uma questão de Fé. Jeses Cristo, o chamado Emanuel (Deus Conosco), meu melhor amigo, guru; idealizador de um mundo melhor, sem diferenças de classes, sem neoliberalismo, sem julgamentos, sem ódio, sem preconceitos, sem guerras. Tudo redundante de : COM AMOR!

 



 Escrito por Theófilo às 10h09 [] [envie esta mensagem]



IMPRENSA FC

Continuo indgnado com a imprensa esportiva brasileira, principalmente a paulista. Só conhecem e comentam sobre FUTEBOL; e o pior, mal!

Num destes programas de discussões, conhecidos como mesa redonda, ouvi absurdos passionais e toscos. Confesso que senti vergonha de ser jornalista. Se bem que, geralmente, àqueles que escolhem o segmento (editoria não cabe neste exemplo) futebolísticos são os profissionais mais limitados, com raras exceções - já citadas em outros comentários.

Chamar o time do São Paulo FC de "amarelão" e "pipoqueiro" é perdoável e intendível apenas para torcedores. Quando esses adjetivos alcançam as laudas dos TPs, as ondas do rádio ou editoriais impresos, só posso confirmar minha tese: O BRASIL, NO FUTEBOL, SÓ SABE JOGAR!
Quer melhor exemplo que o Pelé, melhor jogador do mundo?

O elenco são-paulino não é apenas mediano. Melhor que os rivais Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Vasco. Semelhante ao S. Caetano; abaixo do Cruzeiro e Santos.
A derrota de ontem foi normal. A equipe do ABC jogou muito. Isolou o time do Morumbi, que perdeu o jogo por falhas na marcação (dois gols idênticos. De cabeça, na primeira balisa).
Nem tudo está perdido para o tricolor paulista. A Libertadores não é uma conquista impossível. Basta corrigir erros de marcação, talvez escalar o Lugano, e melhorar o meio campo: Tirar Fábio Simplício e colocar o Danilo ou trocar o Marquinhos pelo Vélber.

Sobre o Luís Fabiano ..., realmente ele continua nervoso em momentos decisivos. Mas, na jogada de ontem, que originou sua expulsão, ele não fez nada. Nem falta foi. Apenas uma entrada dura.
O pé direito dele nem chegou perto do Serginho. O esquerdo derrubou, em conseqüência da jogada, o zagueiro do Azulão.

E mesmo assim, fui obrigado a ouvir comentários sem fundamentos, dos pesedosjornalistas da imprensa esportiva.

Sem mais.



 Escrito por Theófilo às 09h44 [] [envie esta mensagem]