| |
Adrenalina
Bah ...
Ontem foi um dia especial. Vibrei pacas. A adrenalina de produzir um programa ao vivo é altíssima. Talvez, semelhante à prática de esportes radicais. Deixo os exageiros de lado para comentar o que rolou na minha quarta-feira.
. . .
Terça-feira, dexei o CNU por volta das 22 horas. Estava "pilhado". Totalmente envolvido com o programa. Cheguei em casa cansado. Mas, não consegui dormir. Não por medo, mas devido a tal da ADRENALINA.
Por volta das 4 da madruga, consegui fechar os olhos e roncar. Acoredei às 7 horas, já com sono. Minha vontade era apagar.
Entrei no banho, lavei o cabelo. Quando esperava a ação do condicionador, sentei e ... bah, cochilei por aproximadamente 40 minutos (embaixo do chuveiro. Pode?).
Acoredei, assustado, com uma batida forte na porta, seguida de um grito de mamãe: "Vamô Jotaaaaaaaa. Olha a conta de Luz".
Saí e dei conta da minha demora. Tenso. Nem pude fazer a barba. Me vesti e corri.
Na saída do prédio, um rapaz esbarrou em mim. Pedi desculpas e segui. Ao chegar no bloqueio do Metro: "Cadê minha carteira?" Saco, o cara que trombou em mim me roubou!
Voltei para casa, peguei uma grana, procurei minha carteira e parti novamente.
Pedi a Deus que me ajudasse a achar a carteira. Nem pela grana e cartões, mas pelas fotos e carteira do mestrado que estvavam dentro.
Resolvi fazer o mesmo caminho da primeira vez. Caminhei com os olhos na guia para ver se encontrava meus "trecos". De repente, uma voz grave: " - Hei, tá procurando algo?".
- HumHum - neste momento já sabia que recuperaria minhas coisas - minha carteira! - Como ela é? - Marrom; pequena! - Ah tá. Venha aqui!
Entrei num Brechó. Ela estava lá: Com menos 20 pilas e um cartão de crédito (Fiquem tranqüilo, já está cancelado). Claro, e toda bagunçada!
Agredeci e, finalmente, fui trabalhar.
MILAGRE 1
. . .
A Nilce, a outra produtora que trabalha comigo - na minha sala -, tinha esquecido a chave. Tínhamos muita coisa pendente. Cheguei com uma hora de atraso (Feliz pela carteira). Ao entrar no CNU, recebo a notícia que um dos convidados cancelou a presença. Bah ..., fiquei calmo e comecei a trabalhar.
O problema é que éramos dois produtores para o programa: Eu e Nilce. Em poucas horas, tínhamos de arrumar outro convidado "de peso", arrumar cenário, providenciar maquiagem, assistir a equipe, levantar pauta para discussão, providenciar transporte, lanche; receber convidados, orientar equipe, atender diretores. Fora nossas atividades normais e rotineiras.
Graças a Deus, mais uma vez: Gol! Milagre 2! O programa foi um sucesso!!!
Voltei para casa radiante. Feliz com a equipe maravilhosa do CNU. Que trabalhou bem; unida!
A Nilce Scheffer simplesmente detonou. Rápida, ousada, inteligente, pilhada, calma. Mostrou muita iniciativa e eficiência: "Levantou poeira".
Como nem tudo é perfeito, esquecemos o champagne para celebrar o bom trabalho!
REPITO, ser pauta no CNU é sinônimo de credibilidade.
Uhu !!!!
. . .
E nestes tempos pré-páscoa, não posso deixar de lembrar do longa de Mel Gibson "A Paixão de Cristo". O muito que aquele cara sofreu, não apenas as chibatadas ou cusparadas, mas com o desprezo. E mesmo assim, se manteve fiel à humanidade: Pregou o amor incondicional (vocês sabem o que significa isso? Bah, tento descobrir). E esse mesmo Cristo me ajudou na quarta-feira: Primeiro com a carteira, depois com o programa.
Escrito por Theófilo às 17h42
[]
[envie esta mensagem]
TESÃO
Galera, hoje não vou publicar o próximo capítulo de "Patrícias", nem fotos sobre minha viagem pela América Andina.
Estou com vontade de fazer xixi e com muito sono.
Hoje fizemos um programa maravilhoso aqui na sede do CNU: AO VIVO ! É um tesão participar de uma equipe competente e qualificada!
Uhu!!!!!!!!!
Escrito por Theófilo às 19h47
[]
[envie esta mensagem]
Bolívia
Caros leitores e estimadas leitoras, a partir de hoje começo a divulgar algumas fotos da minha viagem pela Bolívia e Peru. Espero que gostem!
Claro, vou publicar poucas das 400 fotos que batemos. Não será possível com palavras ou imagens traduzir a bênção que foi nossa aventura.
Beijos, Théo.
 Eu e meu irmão com duas colombianas amáveis - Trem da Morte
 Ticket para o Trem da Morte
 Ambulantes mirins - numa parada na selva boliviana Vendem de tudo. Impressiona. Trem da Morte

A Bolívia é muito pobre. A corrupão faz parte do cotidiano do país. A fronteira é horrível. Tivemos de pagar propina para conseguir o visto. O motorista de Taxi, antes de nos levar ao destino, aproveitou a corrida, pegou os filhos em casa e levo-os ao colégio. Pode?! Foi divertido.
O Trem da Morte não poderia ter outro nome. Ficamos na classe PULLMAN (estilo primeira classe - teoria. Digamos que a menos pior). Nos outros vagões, alguns viajaram de pé. O nosso era formado por gringos e executivos do país. A composição descarrilhou 3 vezes. Um rapaz foi preso por roubo. E o Trem pára no meio do nada para descarregar contrabando.
Nas paradas, muitas crianças entram e vendem de tudo. Não tivemos coragem de comprar nada além de pães.
O povo adora brasileiro e só fala de futebol: "Ronaldo!".
Foram 20 horas de vagem de Puerto Quijano até Santa Cruz. Fizemos amizade com um francês, um alemão e um americano. Além de duas simpáticas senhoras de Medelin - Colômbia, que queriam apresentar-nos suas respectivas filhas.
Este grandão na foto comigo é meu irmão Júnior. O cara mais bonito que conheço (Mais Bonito = Bonito, inteligente, gentil, amoroso, engraçado, esperto, sorridente, simpático e humilde).
Escrito por Theófilo às 19h46
[]
[envie esta mensagem]
Capítulo XII - Bohemias
Segunda-feira, 11.
Lucas acordou cedo e saboreou o delicioso café colonial do hotel. Resolveu dar uma volta pela cidade. Conheceu centro de conveções da UFRGS, o Palácio dos Festivais e o centro de Gramado. Saiu de blusa, mas logo estava apenas de camiseta, devido ao estranho calor na cidade.
Passou na sala de imprensa e leu seus e-mail. Percebeu que alguns amigos participariam do Festival, inclusive o Jota de São Paulo.
Ficou animado com o Bar de Bohemia. Soube pelo promoters, que seria servida cerveja de graça.
A tarde, junto com uma turma, resolveu conhecer alguns pontos turísticos. Foi ao Lago Negro e Mirantes. Passeou na vila do Papai Noel e conheceu a fábrica de Pianos. Maravilhoso!
Antes de voltar para o hotel, tomou Bohemias no Bar promocional. Foi muito bem atendido pelos promotores e pela competente Assessora de Imprensa.
Voltou ao Hotel, tomou banho e foi conferir os filmes, na primeira noite do Festival.
. . .
Lucas ficou facinado com a cidade de Gramado. Tudo perfeito; parecia de bonecas. Pessoas bonitas e inteligentes que "respiram" cinema. Tremendo!
O garoto ficou encantado até com a hortências secas, que provavelmente na primavera iriam colorir a cidade...
Depois da exibição, Lucas participou da festa oficial no Hotel Serrano. Dançou e se divertiu muito.
Escrito por Theófilo às 19h27
[]
[envie esta mensagem]
Capítulo XIII - Gramado
Quando o Air Bus A 320 da TAM levantou vôo, Lucas suspirou e, com orgulho, admirou sua cidade. Sobrevoar o Rio de Janeiro era sempre incrível. Principalmente se o aeroporto for o Santos Dumont.
Lucas desde de adolescência se aventurou pelo Brasil e Exterior. Conhecia boa parte do mundo e presenciou lugares maravilhosos, como as Ilhas Gregas (Santorine, Mikonos, Ios, Naxos, Creta). Porém, aos olhos do jovem estudante, nada comparável à sua terra natal: A " ... Cidade Maravilhosa, coração do meu Brasil"; "O Rio de sambas e batucadas, dos malandros e mulatas dos requebros febris".
- Bom dia, Senhor. Deseja algo? - Interrompeu a Comissária de Bordo
Durante o café, sobre as nuvens, Lucas comia com caretas o croassant servido pela empresa aérea. Ao mexer em sua carteira, o garoto encontrou um papel dobrado:
"Querido amigo Lu, oi! Espero que sua viagem seja maravilhosa e inesquecível. Aproveite cada minuto e cuide-se. Com carinho, da sua amiga, Ju"
Ele ficou feliz e rubro. Sentiu até um sensação de calor, que surgiu de maneira simultânea ao sorriso tímido no rosto.
Sua amizade com Juliana tomara proporções agradáveis e fraternas. Apesar de ser uma garota linda, que margeia a genialidade, de ser uma companhia agradável, as intenções Lucas - talvez de ambos - estava longe de um romance. Juliana era uma grande amiga. Sincera, amável.
Lucas tinha o passaporte todo carimbado e vistado. E mesmo assim, não conhecia o Rio Grande do Sul, terra de histórias e tradições interessantes, de pessoas bonitas, inteligentes, esclarecidas e engajadas em assuntos políticos e sociais.
O Salgado Filho - aeroporto de Porto Alegre - parecia um Shopping. "Estou em Aeroporto Alegre" - Pensou Lucas.
Ao desembarcar, foi abordado por Daniel, um dos produtores do Festival, que o conduziu à Van do evento, junto com mais cinco ilustres participantes: Marieta Severo, Lima Duarte, Jorge Furtado, Débora Falabela e André Mauro.
Uma hora e meia até Gramado, com direito à serviço de bordo e trechos do filme "Uma onda no Ar".
Lucas ficou no mesmo hotel de Jorge Furtado: Recanto das Flores.
O jantar foi num restaurante típico. Lucas já estava acostumado a conviver com artistas e cineastas. Em pouco mais de cinco meses de festivais conheceu muita gente e situações interessantes. Nada comparado ao que estava para acontecer na bela cidade das Serras Gaúchas.
PS- Veri, valeu meu! Isso pq fui da Aeronáutica e trabalhei DOIS longos anos numa grande empresa aérea. hehehe. Sou um anta! O autor
Escrito por Theófilo às 14h22
[]
[envie esta mensagem]
|